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Ter, 04 de Agosto de 2009 11:00 |
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ATUALIZAÇÃO EM CONTROLE DE INFECÇÃO EM CENTROS DE PARTO NORMAL Profª Drª Maria Cristina Gabrielloni ATENÇÃO: Alteração da data do Curso em virtude da alteração do calendário escolar da Escola de Enfermagem da USP Nova data: 22 de agosto de 2009 |
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Ter, 04 de Agosto de 2009 10:53 |
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Apresentação
A Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras Nacional (ABENFO-Nacional) e sua Seccional do Rio de Janeiro (ABENFO-RJ) têm a honra de convidar a todos e todas para participar do I SEMINÁRIO DE AÇÕES DE ENFERMAGEM PARA REDUÇÃO DA MORTALIDADE NEONATAL: SABERES E PRÁTICAS COTIDIANAS, no período de 21 a 23 de setembro de 2009, na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Este Evento, oficial da instituição, é oferecido à comunidade de profissionais de Enfermagem que trabalha na Área de Saúde da Mulher e da Criança de forma sistemática.
Público Alvo
Enfermeiros Neonatologistas; docentes e discentes dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação de Enfermagem e Enfermeiros da Á
rea de Saúde da Mulher e da Criança.
Programação
Tema Central: "Ações de Enfermagem para Redução da Mortalidade Neonatal: Saberes e Práticas Cotidianas" Local: EEAN - Escola de Enfermagem Anna Nery Rua Afonso Cavalcanti, 275 - Cidade Nova - Rio de Janeiro – RJ

Maiores Informações:
ABENFO- RJ / Nacional Endereço: Av. Passos, 122/502 Centro Rio de Janeiro CEP: 20.051-040 Tel./Fax.: (21) 2263-7843 Cel.: (21) 8887-5612 (Márcio) E-mail:
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Qua, 29 de Julho de 2009 01:40 |
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Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.
*Saiba mais sobre maternidade e infância*(http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/maesefilhos/)
No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.
Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.
A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto de 11 para 5 horas. "Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico." No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.
No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.
Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. "Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento."
Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.
O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é bem-feito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). "Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea."
Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.
Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter "colocado no papel" a eficácia dos exercícios. "Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea."
Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. "Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona."
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Publicado em: Folha de São Paulo (Editoria de Arte/Folha Imagem: Cláudia Collucci) |
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Qua, 29 de Julho de 2009 01:36 |
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15/08/2009
Workshop sobre Parto Domiciliar com Ina May Gaskin, parteira americana, tem por objetivo contar sua experiência e explicar os resultados do atendimento domiciliar, além de discutir soluções não invasivas para questões obstétricas, como o parto pélvico, gemelares, distócia de ombros, hemorragia, etc.. Ina May Gaskin é uma importante palestrante internacional, que tem viajado o mundo para levar uma mensagem diferenciada sobre a assistência holística ao parto baseada na atenção integral à família, sob todos os seus aspectos.
Clique para mais informações:http://www.maternidadeativa.com.br/inamay.html
22 e 23/08/2009
Workshop "A Família por trás da barriga" - Com Alexandre Coimbra, psicólogo especializado em relações familiares, diretor do Instituto Humanitas em Salvador (BA). Visa construir uma compreensão mais abrangente sobre o funcionamento, as relações e a estrutura psico-social das famílias das gestantes. Data única (não há novas turmas programadas).
Clique para mais informações: http://www.maternidadeativa.com.br/familia.html
29/08/2009
Oficina prática de massagem em gestantes na gravidez, parto e pós parto. Objetivos: Oferecer recursos complementares para massagistas, terapeutas, doulas, obstetrizes, para que possam agregar valor aos seus atendimentos. Público Alvo: Obstetrizes, Doulas, Terapeutas, Massagistas, Esteticistas e outros profissionais que trabalhem com gestantes. Não há pré-requisito. Com Jill Petenbrink, massagista e doula americana com mais de 15 anos de prática em massagem pré-natal. Haverá tradução consecutiva.
Clique aqui para mais informações: http://www.maternidadeativa.com.br/oficinas.html
05 a 07/09/2009
Formação de Professores de Yoga para Gestantes - Curso para Profissionais que queiram formar turmas de yoga para gestantes. Com Cristina Balzano Guimarães, fisioterapeuta, doula e professora de yoga com 15 anos de experiência.
Clique para mais informações: http://www.maternidadeativa.com.br/yogaformacao.html |
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Qua, 29 de Julho de 2009 01:30 |
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A dor do parto tem uma série de efeitos benéficos para a mulher e para o bebê que são anulados quando a paciente opta por dar à luz com anestesia epidural, embora a técnica seja útil e imprescindível em alguns casos.
Saiba mais sobre maternidade e infância: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/maesefilhos/
É o que afirma Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham, em artigo publicado na revista "Evidence Based Midwifery" o qual explica que a dor é um rito de transição que ajuda a regular o parto.
Segundo Walsh, além de contribuir claramente com a fisiologia do parto, ajuda a fortalecer o vínculo entre a mãe e o filho e prepara a mulher para as responsabilidades da maternidade.
Sem menosprezar o valor da anestesia epidural, que pode ser fundamental em alguns casos, o professor aponta que seu uso aumentou muito nos últimos 20 anos, apesar da disponibilidade de outras alternativas menos invasivas contra a dor.
Qual sua opinião sobre parto com dor? http://polls.folha.com.br/poll/0919501/
Entre as vantagens de optar por um parto natural, além de razões médicas, está o prazer desse rito fisiológico que culmina com o nascimento do bebê, junto ao fato de que a própria dor induz à liberação de endorfinas, que dão uma sensação de euforia e bem-estar, destaca o especialista.
Walsh afirma que alguns estudos demonstraram que a anestesia epidural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais e é mais freqüente o uso de fórceps para ajudar a saída do bebê.
No Reino Unido, o uso da anestesia aumentou 17%, entre 1989 e 1990, e 33%, de 2007 para 2008.
O professor recomenda ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) outras alternativas de alívio à dor como ioga, massagem e tratamentos em piscinas.
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Qua, 29 de Julho de 2009 01:21 |
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Eu acho que as mulheres não deveriam ter o direito de escolher por uma cesárea. Cesárea é uma cirurgia de grande porte que deveria apenas ser indicada em caso de emergência. Ninguém, nunca, em tempo algum, encontraria um médico disposto a tirar um pulmão para resolver uma pneumonia. Mas aqui no Brasil a cesárea é vendida como parto, com flores e perfumes mil, falsamente difundida como "direito de escolha" da mulher.
Claro que não estou defendendo aqui os partos normais horrorosos a que muitas mulheres são submetidas, abandonadas em corredores, deitadas com um soro com ocitocina que tornam as contrações absolutamente insuportáveis e sendo "poupadas" da anestesia. Depois disso ainda devem parir deitadas e seus períneos recebem mutilações que nunca cicatrizam, mesmo sendo comprovado que tal prática traz riscos físicos e psicológicos para mulher, sem necessidade. Este tipo de parto só difundi ainda mais que a "cesárea" é algo indolor e menos traumático, o que sabemos muito bem que não é.
Penso que as mulheres devem sempre lutar por um parto "sem dor" e para isso utilizarem de métodos como caminhar, receber massagem nas costas, utilizarem-se da água quente como verdadeiros anestésicos. Lutar sim, porque não basta querer. é preciso desconstruir muita coisa. Devem ter o direito de serem acompanhadas por seus companheiros, doulas, amiga, mãe, ou qualquer pessoa que gostem, confiem e que sejam um suporte emocional para este momento de tanta fragilidade e força.
É fácil simplesmente culpar os médicos por um ato tão perigoso como levar uma mulher considerar a fazer uma cesárea pelos motivos que sabemos muito bem não são indicativos: circular de cordão, bebê grande, bebê pequeno, falta de dilatação (outros mitos no site do Parto do Princípio). As conseqüências são muitas. Listo abaixo algumas delas retiradas do site Parto do princípio:
*Para a Mãe*
- Maior risco de Morte Materna em decorrência da cirurgia (2,8% maior na cesariana eletiva quando comparada ao parto vaginal)
- Maior risco de Histerectomia – retirada dos órgãos reprodutivos
- Maior probabilidade de Internação Prolongada
- Maior chance de desenvolver Infecção
- Risco aumentado de Depressão Pós-Parto
- Dor generalizada ou no local da cirurgia
- Risco de criação de Coágulos Sanguíneos e Trombose
- Corte Cirúrgico Acidental em outros órgãos
- Obstrução Intestinal
*Para o Bebê*
- Contato Tardio com a mãe
- Corte Cirúrgico acidental
- Maior probabilidade de Fracasso no Aleitamento Materno
- Maior dificuldade para estabelecer o Vínculo Afetivo
- Desconforto Respiratório por iatrogenia – interferência médica no processo natural
- Maior possibilidade de desenvolver Asma
Mas precisamos entender que este médico recebem 300 ou 400 reais por parto, seja para um parto normal ou uma cirurgia cesariana. O que você faria, pensando friamente: fazer 1 parto num dia, tendo que desmarcar várias consultas (que os planos pagam míseros 40 a 50 reais) ou fazer 5 cesarianas (cada uma em 30 minutos) e continuar com sua rotina familiar e social, embolsando 2 mil reais mais as consultas por dia?
Outro fator é a visão “cartesiana" que é difundida na f
orma
ção do médico. Para quem acredita que o corpo é uma sistema (físico, muscular, circulatório) ou como minha avó diz um monte de banha e tripa, não há aspectos psicológicos relevantes na escolha de um ou outro. Para um zelador do bom funcionamento de banhas e tripas, parir em um hospital e ou em casa é a mesma coisa. Na verdade não exatamente a mesma coisa, uma vez que no hospital há recursos salvadores para o que é fisiológico.
Claro que existem médicos que levam em consideração as questões do empoderamento feminino que um parto respeitoso nos dá, a questão dos vínculos que tão logo são estabelecidos com a amamentação, a mulher que estará mais rapidamente recuperada depois de um parto normal. Existem sim, mas são poucos. É um cilada perigosa, que movimenta muito dinheiro, para médicos, anestesistas, hospitais, que lucram com os pacotes de procedimentos e serviços "obrigatórios" e as internações de mãe e bebê.
Por isso digo, se você quer realmente ter um parto normal humanizado, se já sabe como e porque ele é muito melhor para mãe e bebê, comece a guardar dinheiro para pagar por uma equipe humanizada. Pode ser num hospital ou em casa. Mas tenha uma equipe humanizada, da qual você confia.
Não basta querer e ter a ilusão de que se vai convencer seu médico de fazer o parto dos seus sonhos, sem intervenções para você e seu filho. Não vai. Na última hora ele vai "colocar uma pulga atrás da sua orelha" para levá-la a pensar que você está colocando em risco a vida do seu filho. E isso não tem mãe que banque. Mais uma vez estou generalizando, mas deixando claro que existem raros que não se comportam desta maneira. Alguns são claros: não faço parto normal e ponto.
Não sei se por acaso, depois do surgimento dos planos de saúde para animais, tenho ouvido relatos de cesarianas em cadelas. Será que as circulares de cordão, falta de dilatação etc chegaram ao mundo animal?
Estou vendo o dia em que até o mundo vegetal precisará apenas dos partos salvadores para existirem ou a calamidade pública levará médicos e toda a sociedade a repensar o modo de nascer, nos transformando aos olhos médicos em algo mais que tripa e banha. Mas em seres espirituais que merecem a oportunidade de vivenciar a plenitude da matéria para o crescimento do espírito (ou psiquê), chame como quiser.
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