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Mãos e Ouvidos

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, Globo Rural homenageia as parteiras, seres que trazem crianças ao mundo. Passava das sete horas da manhã quando o celular tocou com uma ligação a cobrar. E a voz trazia a informação mais esperada daquela viagem ao agreste de Pernambuco. - Pode vir. as contrações começaram, e o bebê nasce ainda hoje. Do outro lado da linha, a parteira Maria José Galdino, mais conhecida como Comadre Zezé, anunciava que a artesã Mirian Nunes entrara em trabalho de parto. O endereço: sítio Taquara de Cima, município de Caruaru, em Pernambuco. Foram pouco mais de 20 minutos do centro da cidade até a Casa de Parto, onde dona Zezé atende as gestantes da comunidade. Deu tempo de acompanhar toda a preparação para o nascimento do Jean Lucas. Das caminhadas que a mãe fez pela manhã, para estimular as contrações, às dores, gritos e gemidos, que se intensificam até o momento de dar à luz. Cena como essa ocorre com freqüência na vida da dona Zezé, parteira experiente que aprendeu coma mãe, que aprendeu com a avó, que aprendeu com a bisavó. Todos os anos, dona Zezé acompanha pelo menos 40 grávidas, do pré-natal ao parto. "Aqui a parteira sou eu, e o médico é Jesus Cristo", diz ela, numa madrugada de chuva fina, logo depois do nascimento da Maria Clara, outro bebê que veio ao mundo pelas suas mãos. Para ler na íntegra acesse o site do Globo Rural.
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